ressaca eterna sobre faq index

29.3.10

constante falta de tempo.

Queria ter todo o tempo do mundo, como costumava ter antigamente. Aproveito um pouco enquanto ainda posso… a matéria não é tanta, os estudos não precisam ser tão puxados… Mas sei que daqui a pouco não terei tempo nenhum. Pelo menos será um sacrifício a fazer se eu quiser atingir meus objetivos. Acorde, acorde, saia da cama. Começou de novo, acabou de novo, começou de novo. Olhe como eu caio como dominós em lindos padrões. Hoje eu tive um daqueles sonhos sinistros. Sonhei que estava tendo aula no cursinho e que vários amigos meus do ano passado estavam lá também. Acho que sito saudades deles. Ou melhor… Tenho certeza disso. Não foi uma noite bem dormida, não lembro muito bem do sonho… Acordei com calor, parecia que o ar estava completamente abafado. Não foi um pesadelo. Talvez só fosse realmente uma manhã quente.
Tenho curiosidade de saber o que aconteceu com uma amiga minha… Não vou dizer o nome, pois ela pode (embora eu duvide muito) ler isso. Será que está se preparando para tentar algum vestibular? Resolveu pagar uma particular…? Bem, sem mais nada a dizer, termino dizendo que estou lendo Less Than Zero, finalmente. Eu matenho o lobo longe da porta, mas ele me chama. Me chama no telefone, me conta todas as maneiras com que ele vai me ferrar.

20.3.10

c'mon let's get high.

Queria fazer um relato sobre o show do Franz Ferdinand ontem, mas não consigo descrevê-lo. Não vou nem tentar, porque eu sei que vai ser frustrante tentar transmitir pra vocês o que eu vi e não conseguir. Antes de mais nada, eu tenho que deixar registrado o quanto eu me sinto privilegiada (seria essa a palavra?) de poder ter ido a um show do Franz no dia do aniversário do Alex Kapranos. Não é por nada, mas o show começou lá pra meia noite, acho que talvez um pouco antes, talvez depois, ou seja, no exato momento em que um dos meus vocalistas prediletos estava comemorando 38 anos. Era como se estivéssemos na festa de aniversário dele.
Primeira vez que fui à Fundição Progresso, e não me decepcionei. Tinha gente muito simpática, inclusive gente que me ofereceu o lugar para eu conseguir enxergar. E eu consegui, vi todo mundo o tempo todo, de perto. Pelo menos no começo.
Assim que eles subiram ao palco, o povo começou a pular e pular e empurrar. Fui lá pra frente, lá pra trás, não conseguia nem me mexer, pulei que nem uma louca, pisaram no meu pé, pisei no pé de todo mundo, quase sai de lá grávida, minha calça e blusa estavam completamente encharcadas de suor. Eu olhava pro lado e a M.V também estava parecendo que tinha mergulhado em uma piscina. No começo do show não dava nem pra respirar, um monte de gente passou mal. Mas eu fiquei lá firme e forte. Pulando, dançando, olhando o Alex pulando e dançando.
Claro, tiveram uns contratempos como o garoto que tirou a camisa do meu lado e estava todo suado encostando em mim. O garoto louro que me agarrou pela cintura sem querer (ou pelo menos eu espero), as Vanessas da Mata que paravam na minha frente... Mas o show em geral, e desculpem a palavra, foi foda.
Alex falou quase o show inteiro em português, deve ter dito Rio e Rio de Janeiro pelo menos umas 20 vezes. E inclusive falou: "Façam barulho". Cantamos parabéns pra ele, nossa, foi mágico.
Duas e vinte da manhã acabou o show, eu e MV compramos uma coca-cola, voltamos pro carro dos meus pais, pegamos um trânsito infernal, fomos parados por uma blitz da Lei Seca, levaram o carro, tivemos que voltar de táxi e eu só consegui dormir as seis da manhã. O show foi tudo!

21.1.10

tempestades e calmaria.

Depois de duas semanas sem postar, estou aqui para dizer que está chovendo. Em geral eu aprecio diversos tipos diferentes de chuva. Mas esse é o meu preferido. Tempestades de verão. Primeiro os trovões, distantes, não se consegue nem ver os raios. O tempo fecha, e começa a ventar forte. O vento trás as nuvens negras, e elas escurecem o dia, não importa o horário, não importo quão claro ou quão escuro já está. Depois os raios, iluminando por alguns segundos toda aquela escuridão. Cortando o céu, ligando-a a terra. As copas das árvores balançam loucamente, como se o vento estivesse tentando derrubá-la. E finalmente vem a chuva. Para mim é como se fosse uma sinfonia da natureza. A combinação de sons perfeita, sem interferência nenhuma do ser humano. É mágico. Quase consigo sentir a energia sobrecarregada na atmosfera, e não é uma coisa ruim. Chova, chova. Vamos, chova em mim de uma grande altura.
Lembro de uma vez ter perguntado para a minha bisavó o que eram os trovões. Era pequena, mas lembro da cena nitidamente, como se estivesse assistindo à um filme. Ela me respondeu que era o barulho de Deus mudando os móveis de lugar no céu. E eu acreditei nessa teoria por um bom tempo. Também acreditei quando alguém me disse que troveja quando alguém chateava Deus, então toda vez que chovia imaginava o que alguém poderia ter feito para deixar Deus tão chateado. Não importa que agora eu saiba o que exatamente é relâmpagos e trovões, toda a teoria para isso. Continuo acreditando que tempestades são uns dos presentes mais bonitos que a natureza poderia nos deixar. Pode não ter nada a ver com móveis ou chateações... mas eu gosto de sentir a chuva, olhar os clarões e ouvir os trovões e pensar que isso faz parte de algo mais. Alguém me falou há muito tempo que há uma calmaria antes tempestade. Eu sei, vem vindo há algum tempo. Eu quero saber, você alguma vez viu a chuva caindo em um dia ensolarado?

6.1.10

post de madrugada.

Estava quase dormindo quando me veio a ideia de postar no blog, porque durante a madrugada é quando meu cérebro trabalha melhor, pelo menos criativamente. Talvez porque o sono, o cansaço, ou seja lá o que for, derrube a barreira de ceticismo e senso crítico que temos em nós. De noite não pensamos direito, é verdade, mas são nesses momentos em que o  lado fantasioso entra em ação. E é dessa fantasia que eu preciso para "criar". Mas não é para dizer isso que vim aqui. Aumente o volume da televisão, ninguém ouvindo vai suspeitar. Nem sua mãe vai perceber, então seu pai não vai saber.
Pouco antes de desligar o computador para ir deitar eu estava assistindo Less than Zero (Abaixo de Zero). E antes disso estava ouvindo Pink Floyd e Led Zeppelin, mas isso não interessa. O motivo de eu gostar tanto de Less than Zero é que - além de ser um filme junkie - Robert Downey Jr está nele. O papel é um tanto irônico, já que RDJ interpreta um viciado em cocaína.
 E estamos no caminho certo para chegar até a ideia que eu tive. Então, quando o sono finalmente estava me alcançando e eu estava me preparando para me render a ele, comecei a pensar em como Robert Downey Jr tinha "dado a volta por cima". E isso me deu vontade de fazer uma lista de celebridades que chegaram ao fundo do poço e encontraram o caminho de volta. E é isso. Essa é minha grande ideia de duas e quarenta da manhã. Talvez amanhã quando acordar, e minha auto-crítica estiver renovada, eu perceba que esse foi um post idiota. Mas também a chances de que essa seja a ideia do ano (levando em conta que estamos no sexto dia do mesmo). Vou me arriscar e clicar no botão laranja de  PUBLICAR POSTAGEM Eles dizem que eu não tenho respeito por nada, mas tudo é abaixo de zero.

3.1.10

procura-se inspiração.

Quando foi que perdi a capacidade de me expressar por textos? As palavras fogem de minha cabeça, se recusam a permanecer muito tempo no papel. Eu me distraio facilmente, não me concentro no que estou fazendo. Não consigo pensar em um começo, pois não sei o quero começar. Mesmo quando a idéia está pronta na minha cabeça, ela está escondida e não consigo encontrá-la. Penso nela quando não preciso, e quando preciso ela não está em lugar algum. Ideia, para onde foi?
Pior é não saber como essa falta de inspiração começou. Talvez eu precise ler mais, mas isso eu já faço. Livros, revistas, legendas de filmes, fanfics de outros. Ou eu precise ler menos, para não confundir a realidade com a ficção da forma que eu costumo fazer. Pode ser o ócio, a ausência de luz solar, a saudade da rotina da escola, o fato de estar acordando tarde. Talvez eu não tenha idéia pra minha falta de idéias.
O que me perturba mais é ler coisas que escrevi antigamente, quando as palavras ainda fluíam ao invés de conspirar contra mim. Me arrependo de nunca ter terminando nenhuma delas, se soubesse da minha falta de inspiração atual teria aproveitado para escrever mais, ter material de sobra para momentos como esse.
E outro grande problema é que mesmo sabendo o que quero dizer, não consigo fazê-lo, pois nessas horas idéias demais inundam minha mente, e não consigo organizá-las. Não consigo fazê-las coexistir em um mesmo espaço. Elas se espalham pelo papel de qualquer forma, e o resultado nunca é o esperado.
O mais interessante é que talvez essa seja a coisa mais decente que escrevo em muito tempo, e meu objetivo quando abri essa página em branco era escrever sobre um sonho que tive, pois durante o sono minha criatividade ainda não foi completamente destruída... o que me faz pensar que o problema esteja em minha cabeça, e seja mais consciente do que eu pensava.
E um grande “Viva!” para a vida moderna. Nem Johnny Cash mais me transporta para o universo em que eu costumava trabalhar minhas ideais.