ressaca eterna sobre faq index

12.11.17

e volta o cão arrependido.

No primeiro dia do mês eu sai de casa no meio da tarde, entrei numa loja e comprei um iPhone 8. Prateado, 64GB, coisa mais linda do mundo. Achei que depois ia bater aquele desespero típico de pão-dura ansiosa, o famoso buyer's remorse, mas não. Tô feliz demais, tratando do celular novo com o mesmo cuidado que se tem com um recém-nascido.

Novembro vai ser mês de pensar muito antes de gastar dinheiro. Dezembro provavelmente também. Mas já falei que tô feliz demais?

Nunca mais largo o iOs, nunca mais largo a Apple.

22.10.17

sobre o fim de semana.

no sábado: passei umas três horas na cozinha fazendo um molho de cogumelos que acabou ficando horrível porque a receita envolvia amido de milho e eu tenho nojinho da textura gelatinosa que o amido deixa. usei todas as colheres da casa, sujei louça até não poder mais, atrasei a faxina e no final joguei tudo no lixo. acabei almoçando um potinho de skyr porque fiquei com nojo até de pensar em fazer outra comida.

no domingo: faxina feita, plantas regadas, sopa de vegetais com lentilha pro almoço. casa cheirosa, sala arrumada, monica geller satisfeita consigo mesma. de tarde arranjei um stream de formula 1 pra assistir com meu pai e meu irmão. meu irmão na casa dele, eu no meu cafofo, meu pai de plantão no hospital. e todo mundo junto torcendo pro hamilton perder e o verstappen ganhar.

queria que amanhã fosse domingo de novo.

17.10.17

lully can't draw (001).


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De um moleskine antigo, circa 2014.

16.10.17

(des)anestesia urbana.

Lisboa é uma pequena cidade grande, uma grande cidade pequena.

O cabelereiro da rua que desço pra pegar o ônibus me conhece pelo nome, me dá dois beijinhos, sempre me convida pra ir a praia em Carcavelos. O funcionário da lojinha chinesa me cumprimenta com um gesto da cabeça sempre que passo por ele. A dona do cãozinho Toby passeia com ele quatro vezes por dia. A caixa do mercado me conta sobre a vida, sobre o dia, sobre o celular que perdeu em algum lugar e não consegue encontrar porque deixou sem som. O moço que pega o mesmo ônibus que eu todas as quartas e sextas sempre me pergunta como eu estou com um sorriso enorme no rosto. O paquistanês dono da bodega da esquina já vai logo buscar meu garrafão de água toda vez que eu entro, e até sabe a marca que eu compro. A gata do meu vizinho se chama Maria e está sempre se esfregando no meu tapetinho de entrada.

A gente até se sente um pouco mais gente morando num lugar assim.

15.10.17

tentativa de armário cápsula de inverno.

  Suéter branco de gola alta.
  Suéter de malha preto.
  Botins pretos.
  Calça jeans preta.

14.10.17

55.

Esse mês eu tinha me programado pra finalmente fazer a depilação a laser, aproveitar o inverno pra estar preparada pro verão. Também ia cortar o cabelo, comprar um anti-frizz da Redken e se sobrasse grana, fazer a sobrancelha. Uns mimos que eu tô me devendo.

Tive que comprar uma edição da Kinfolk. Vinte e dois euros.
E uma impressora. Lá foram outros cinquenta.

A facada doeu.

18.9.17

uma nota.

reprovei em desenho II.
por 1 ponto. tomar no cu.

update: pedi recurso da nota e passei.

12.9.17

afinal as paredes são finas.

Eu achava que as paredes do prédio eram grossas, mas afinal eram vizinhos silenciosos.
O estudante que morava no apartamento da direita se mudou. Provavelmente terminou os estudos e voltou pra casa. Nunca ouvi um pio vindo do apartamento dele, apesar da parede do meu quarto ir de encontro com a sua sala.
Depois que ele foi embora, se mudou pro apartamento uma família brasileira com uma criança pequena.

Puta. Que. Pariu.

Brasileiro não só acha aceitável o ditado "os incomodados que se mudem eu estou aqui pra incomodar" como encaram isso como uma filosofia de vida, aparentemente.

Conversar aos berros no corredor do prédio? Claro.
Subir as escadas de madrugada cantando? Por que não?
Tocar interfones aleatórios pra ver se alguém abre a portaria? Oba.
Ligar a televisão altíssima de manhã? Legal.

E a criança... faz pirraça o dia inteiro. Principalmente na hora do almoço.

C'est la vie, acho eu.

30.7.17

home is where the cat is.


eu só sei que quero esse quarto e eu quero muito. (x)

29.7.17

julho em polegadas.

Terminei de assistir a terceira temporada de Fargo e é provavelmente a última que assisto porque señor, eu passo muita raiva assistindo esse seriado, de verdade. De ficar com nojo dos personagens na real. Foi difícil assistir a primeira temporada porque eu ficava irritada com o Lester. A segunda foi mais tranquila e até me motivou a assistir a terceira, mas na terceira eu simplesmente não conseguia ver as cenas do VM Varga sem brotar aquele ódio do fundo da alma. Não me faz bem, é muita energia negativa que eu despejo em mim mesma por causa de uma porra de uma série de ficção.

Maratonei Party of Five. Outra série que volta e meia você fica com raiva da idiotice dos personagens principais, mas pelo menos você sabe que no fundo eles não fazem por mal.

Voltei a assistir Elementary 'cause I’m a sucker for Lucy Liu and Jonny Lee Miller.

Me controlei para assistir Limitless e fazer o seriado durar duas semanas de entretenimento vespertino. Às vezes a gente só quer um seriado pra assistir de bobeira, tomando um chá e pra ficar bem, e Limitless cumpre esses requisitos todos. Fiquei bem desapontada do seriado ter sido cancelado na primeira temporada, mas feliz de que o final não deixou nenhuma ponta solta.

7.5.17

a lack of colour.

eu comprei uma capa de edredon azul pro meu quarto porque eu estava agoniada com a minha paleta de cores reduzida a tons neutros entre o branco e o preto. eu queria um pouco de cor, um pouco de calor pra minha vida.



tô agora procurando almofadas, fronhas e lençóis de tons neutros, entre o branco e o preto, porque essa sou euzinha.

6.5.17

gato escondido com rabo de fora.

Ontem cheguei na faculdade 10 minutos antes da aula de Desenho II acabar (em parte calculado, em parte porque estava chovendo demais para eu me motivar a andar até a paragem do autocarro). Decidi esperar pela próxima aula no terraço da faculdade, evitando assim ter que dar qualquer tipo de explicação ao professor de desenho de porque tinha matado a aula dele. Cinco minutos depois escuto a voz do mesmo atrás de mim: "olá, Lo-í-sa" num tom bem acusatório. Juro que essas aulas de desenho são a diferença da minha vida.

13.3.17

equinócio.

Uma coisa que a gente aprende depois de um inverno frio, chuvoso e cinzento: aproveitar os dias de sol.
A primavera ainda nem chegou propriamente, mas esses dias o sol resolveu não só aparecer, como esquentar. E eu, logo eu, não consegui resistir, desci os andares do prédio e caminhei devagar pelas calçadas pra fazer um pouco de fotossíntese, aproveitar os raios solares aquecendo a pele, sentindo a vitamina D sendo sintetizada pelo corpo (ou assim a gente espera).
Dá vontade de cantar. De deitar na grama. De curtir o dia.

Mal dá para esperar até o dia 20 de Março.

25.2.17

venho de longe, trago novidades.

Passei em Desenho I.
Por boa vontade do professor, provavelmente, mas a felicidade é a mesma.


Período que vem já começa com Desenho II logo de cara.
(post relevante ao assunto)