Esse relato está sendo escrito mais de um mês após o show. Vacilei.

Substimei o quão popular Molchat Doma é por aqui. Sai de casa sem casaco achando que não ia ter que esperar em fila... tinha uma fila enorme para entrar, estava chovendo, estava escuro, estava cheio de góticos de maquiagem estilo Kiss.
Virando na esquina para o portão de entrada, me para um cara pra falar comigo em russo. Eu – que não estava de bom humor por estar toda molhada e cheia de frio –, só fiquei o encarando sem dizer uma palavra. Ele trocou para inglês pra me perguntar you don't speak russian? com um ar de extrema surpresa, quase como se o fato fosse um absurdo. Dois dos emos góticos (affectionate) que estavam a minha volta, de grupos diferentes, tomaram ofensa. No, we don't speak russian. O cara desescalou a situação perguntando se a gente estava no show então porque gostava da música, depois resolveu puxar assunto comigo me perguntando de onde eu era, ficou ainda mais chocado que eu era do Brasil, e perguntou se podia entrar no show comigo. Tive que fugir dele once inside porque nope.
A banda de abertura was definitely something. Não lembro o nome, mas eram do Texas. Em certo ponto o vocalista, com um ar de pastor da igreja universal, começou a dar um discurso que se estivesse alguém ali que sofria de depressão ou de abuso de substâncias, que eles não estavam sozinhos. Quis rir. Fofo, mas inesperado.
Que showzaço. Que emoção. Eles tinham vindo aqui em 2022 e eu tinha perdido o show, dessa vez não cometi o mesmo erro. Estava atrás de um cara de dois metros de altura, mas consegui ver o Egor o show inteiro por cima dos ombros dele. Raman foi um fofo. Pasha também. Cantei, pulei, não arrisquei cantar nada além do refrão de Танцевать que é a única que sei a letra com confiança.
P.S.: Como o show era no Palladium de novo, dessa vez fui preparada com earplugs e nunca mais vou a show nenhum sem eles.
13 de Novembro, 2024
Palladium – Rīga
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