Esses últimos 2 ou 3 semestres da faculdade foram super estressantes. Quando minhas férias começaram, eu estava completamente esgotada. A ponto de quase não ir ao show do Fontaines D.C. cujo ingresso eu tinha comprado uns meses antes na maior empolgação. Meu irmão é testemunha – quando vi que eles vinham pra cidade na turnê do Romance eu quase chorei de alegria.
Mas acabei indo. A contra gosto, meio que só por ir, porque sabia que se não fosse eu ia me arrepender.
E ainda bem que fui.
A casa de show fica bem pertinho da minha casa, uns três minutos andando, contando o tempo de esperar o sinal abrir. Cheguei uns 20 minutos antes do tempo que constava no ingresso (de novo, minha vontade de ir era zero, não tinha paciência de chegar mais cedo) e além do ônibus da banda parado na frente, o lugar não estava muito cheio.
Foi a primeira vez que entrei lá. Um segurança pediu em inglês pra ver o conteúdo da minha bolsa (que só tinha minha chave de casa) o que achei meio engraçado.
Fiquei na fila pra comprar merch, porque
why not?. Comprei uma blusa vermelha tamanho S, mas que esqueci que era tamanho unisex então ficou enorme em mim (e custou 30 euros). Porém achei tão lindinha que vou depois ver se arranjo uma casa de costura pra ajustar ao menos o comprimento já que ela bate no meio das coxas.
Sem muita empolgação pra ficar no meio da muvuca, acabei ficando em cima de uma muretinha ou sei lá como chamar aquilo. Foi ótimo porque ainda estava bem vazio quando cheguei, não era assim tão longe do palco, e eu tive vista desimpedida o show inteiro (fato importante porque a média de altura desse povo é pra lá dos 1,80m), estando atrás apenas de duas mulheres italianas baixinhas como eu.
A banda de abertura começou a tocar às 20h, com um tímido „sveiki” – e foi nessa hora que eu pensei „fodeu” porque o volume do som estava quase estourando meus tímpanos. De doer mesmo, de eu ter vontade de tampar os ouvidos ou ir ao banheiro pra escapar do som por alguns minutos. Eu sou paranóica com a minha audição – tenho limite de volume no meu iPhone e tudo, e Jesus, achei que ia ficar surda. A banda era ótima, mas o som estava tão alto que não consegui curtir.
Fontaines D.C entrou em palco lá pras 21h, eu acho. O som continuava alto pra cacete, meus ouvidos continuavam doendo, eu continuava preocupada de ficar surda e me arrependendo de ter julgado uma amiga americana que disse que levava
earplugs pra shows. No próximo show que for nessa casa, certamente levo um.
Me arrependi um pouco de não ter ficado na muvuca, porque quando a banda chegou eu só queria dançar e pular, o que é difícil quando você está num lugar alto e restrito. Mas ainda assim foi incrível. Apesar de não estar na grade, me senti super perto da banda, talvez porque eu estava na linha de visão deles. Incrível, incrível, incrível. Além das músicas mais famosas dos outros álbuns, eles também tocaram uma música nova (Favourite, que foi lançada como single uns cinco dias depois), e Starbuster (que fiquei chocada de quão alto o pessoal cantou, considerando que é uma música nova).
O show terminou lá pras 22h e pouca, e eu tomei um susto quando saí da casa de show e estava… dia? Claro como se fosse umas e da tarde, ainda mais saindo de um lugar fechado e escuro. Andei pra casa com um sorriso bobo no rosto e os ouvidos tinindo sem parar. Graças a Deus minha audição no dia seguinte já estava de volta ao normal.
Que bom que eu fui, que bom que eu fui.
15 de Junho, 2024
Palladium – Rīga