05/02/2025

114.

Sobrevivi. Agora tenho uma aula por dia – geralmente de manhã.
Só falta ajustar meu sleep schedule.

Não nevou quase nada esse inverno.

11/01/2025

reta final.

últimos dois exames e eu sobrevivo a esse semestre.
22/12/2024

quinceañera.

esse blog fez 15 anos em outubro. os únicos anos em que ele não recebeu novos posts foram 2012 e 2013. pra comemorar mudei o visual um pouco radicalmente. o meu primeiro blog, perdido em outra conta, tinha fundo preto com letras neons. esse blog passou a vida inteira dele com fundo branco e letras em tons de cinza. agora entramos na fase do fundo rosa e letras azuis.

gosto do conforto de escrever aqui sabendo que ninguém mais lê. também gosto de pensar na possibilidade extremamemente remota de que talvez um dia alguém encontre esse blog por acaso e o leia.

às vezes encontro blogs antigos dos outros, na sua maioria abandonados lá pra 2014 (foi culpa do tumblr ou do instagram?) e adoro ter uma janela virtual pra vida de uma pessoa que jamais saberei quem é. às vezes lendo meu próprio blog eu também sinto como se estivesse lendo sobre uma pessoa que eu já não conheço. houve uma época da minha vida que esse fato me perturbava bastante, eu lia meus posts antigos e sentia falta de ser aquela pessoa. hoje dia lembro dela com carinho, como se lembrasse de alguma amiga da adolescência, mas estou feliz o suficiente com a pessoa que sou para aceitar que já não sou mais a mesma.

e é isso. parabéns atrasado para o ressaca eterna (nomeado em homenagem ao julian casablancas), também conhecido como eu não estou aqui, (em homenagem ao radiohead).

21/12/2024

petlia pristrastiya

Outro relato tardio, antes tarde do que mais tarde ainda?

Comprei o bilhete assim que cheguei em casa do show do Molchat Doma, empolgada pra ver outra banda bielorussa (dessa vez uma que recentemente passou a cantar em bielorusso para abandonar o russo em solidariedade com seus compatriotas e os ucranianos). Não percebi que eu tinha um exame no mesmo dia e que corria o risco de chegar atrasada pro show. Acabei conseguindo acabar o exame rapidinho e pegando um ônibus direto pro bar, num área sinistríssima.

O show mais vazio que provavelmente já fui. Fiquei encostada no palco porque não tinha grade e também não tinha quase mais ninguém. Confesso que fiquei com uma certa pena, mas assim que o show começou me diverti bastante, apesar de pressão de estar de cara com a banda. Me senti meio observada, piorado pelo fato de que eu só conheço as músicas bielorussas do novo álbum e nenhuma das músicas russas mais "clássicas" da banda. Tentei curtir e empurrar de lado a sensação de estar meio out of place.

No final do show pedi a setlist pro guitarrista e ele veio me dar todo feliz. Um babaca do meu lado quase tentou pegar pra ele, mas nem fodendo, rapaz, nem fodendo.

Uma setlist escrita à mão ainda por cima, tem como não amar?

15 de Novembro, 2024
Laska V21 – Rīga

20/12/2024

molchat doma: belaya polosa

Esse relato está sendo escrito mais de um mês após o show. Vacilei.

Substimei o quão popular Molchat Doma é por aqui. Sai de casa sem casaco achando que não ia ter que esperar em fila... tinha uma fila enorme para entrar, estava chovendo, estava escuro, estava cheio de góticos de maquiagem estilo Kiss.

Virando na esquina para o portão de entrada, me para um cara pra falar comigo em russo. Eu – que não estava de bom humor por estar toda molhada e cheia de frio –, só fiquei o encarando sem dizer uma palavra. Ele trocou para inglês pra me perguntar you don't speak russian? com um ar de extrema surpresa, quase como se o fato fosse um absurdo. Dois dos emos góticos (affectionate) que estavam a minha volta, de grupos diferentes, tomaram ofensa. No, we don't speak russian. O cara desescalou a situação perguntando se a gente estava no show então porque gostava da música, depois resolveu puxar assunto comigo me perguntando de onde eu era, ficou ainda mais chocado que eu era do Brasil, e perguntou se podia entrar no show comigo. Tive que fugir dele once inside porque nope.

A banda de abertura was definitely something. Não lembro o nome, mas eram do Texas. Em certo ponto o vocalista, com um ar de pastor da igreja universal, começou a dar um discurso que se estivesse alguém ali que sofria de depressão ou de abuso de substâncias, que eles não estavam sozinhos. Quis rir. Fofo, mas inesperado.

Que showzaço. Que emoção. Eles tinham vindo aqui em 2022 e eu tinha perdido o show, dessa vez não cometi o mesmo erro. Estava atrás de um cara de dois metros de altura, mas consegui ver o Egor o show inteiro por cima dos ombros dele. Raman foi um fofo. Pasha também. Cantei, pulei, não arrisquei cantar nada além do refrão de Танцевать que é a única que sei a letra com confiança.

P.S.: Como o show era no Palladium de novo, dessa vez fui preparada com earplugs e nunca mais vou a show nenhum sem eles.

13 de Novembro, 2024
Palladium – Rīga